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Google Ads para empresas: por onde começar

Antes de criar a primeira campanha no Google, vale entender o que o anúncio de pesquisa faz bem, o que precisa estar pronto no site e como decidir a verba sem chute.

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Quem procura um serviço no Google já sabe o que quer. Está digitando "conserto de ar-condicionado", "contador para MEI" ou "vestido de festa infantil" porque tem uma necessidade agora. É isso que torna o anúncio de pesquisa diferente de quase tudo no marketing: você não precisa convencer a pessoa de que ela tem um problema, só precisa aparecer na hora certa com uma resposta clara.

Parece simples, e em parte é. Mas muita empresa começa pelo lado errado: cria a conta, escolhe algumas palavras, coloca um valor por dia e espera o telefone tocar. Quando não toca, conclui que "Google Ads não funciona para o meu negócio". Na maioria das vezes, o que faltou foi preparação.

Antes da campanha: o que precisa estar pronto

Um destino que responda à busca

O anúncio leva a pessoa para algum lugar. Se esse lugar é a página inicial genérica do site, com um carrossel de fotos e nenhuma informação sobre o que ela procurou, boa parte dos cliques termina ali mesmo. O ideal é que cada grupo de anúncios leve para uma página que fale exatamente daquele assunto, com o preço ou a faixa de preço quando fizer sentido, a região atendida e um botão de contato visível no celular.

Não precisa ser um site enorme. Uma landing page bem feita, com um objetivo só, costuma resolver melhor do que um site cheio de páginas que ninguém lê.

Uma forma de saber o que deu certo

Esse é o ponto mais esquecido. Sem medir quem entrou em contato, a conta do Google só enxerga cliques. E clique não paga conta. É preciso configurar as conversões: o envio de formulário, o clique no botão do WhatsApp, a ligação a partir do anúncio. Com isso, dá para saber qual palavra trouxe contato e qual só gastou. Falamos mais disso no artigo sobre pixel e conversões.

Clareza sobre quem é o cliente

Parece óbvio, mas muda tudo. Um escritório que atende empresas não quer aparecer para quem busca "modelo de contrato grátis". Uma loja que só entrega em algumas cidades não quer pagar pelo clique de quem mora do outro lado do país. Antes de escolher palavras, vale escrever em uma frase quem é o cliente e em que momento ele procura você.

Como escolher as palavras-chave

Comece pela intenção, não pelo volume

A palavra com mais buscas nem sempre é a melhor. "Marketing" tem muita procura e quase nenhuma intenção de contratar. "Agência de tráfego pago para clínica" tem pouca procura e muita intenção. No começo, com verba limitada, é mais inteligente concentrar o dinheiro nas buscas que indicam decisão de compra.

Use as correspondências com cuidado

O Google oferece formas diferentes de ligar a sua palavra à busca da pessoa. A mais aberta alcança muita gente, mas também mostra o anúncio em buscas que não têm nada a ver com o negócio. No início, costuma valer a pena usar formas mais controladas e acompanhar o relatório de termos de pesquisa, que mostra o que as pessoas realmente digitaram.

Negative o que não serve

Toda conta precisa de uma lista de palavras negativas: termos que você não quer que acionem o anúncio. "Grátis", "curso", "vaga de emprego" e "como fazer" são exemplos comuns, dependendo do negócio. Essa lista cresce com o tempo e é uma das tarefas mais importantes da gestão.

O anúncio em si

Um bom anúncio de pesquisa responde a três perguntas em poucas palavras: o que você oferece, por que escolher você e o que a pessoa deve fazer agora. Evite frases que qualquer concorrente poderia usar, como "qualidade e compromisso". Prefira o concreto: o tipo de serviço, a região, o prazo de atendimento, a forma de pagamento.

As extensões (links para outras páginas, telefone, localização, frases de destaque) aumentam o espaço do anúncio e dão mais motivos para o clique. Vale preencher todas as que fizerem sentido.

Quanto investir

Não existe um valor certo que sirva para todo mundo. O custo de cada clique depende do mercado, da concorrência na sua região e da qualidade do anúncio e da página. O que funciona é pensar ao contrário: quanto vale um cliente novo para a sua empresa e quantos contatos você consegue atender por mês. A partir disso, define-se uma verba de teste, que precisa ser suficiente para o sistema aprender alguma coisa.

Um detalhe importante: o valor dos anúncios é pago direto ao Google, na conta da própria empresa. Quando você contrata uma agência, a gestão é um serviço à parte. Desconfie de quem mistura as duas coisas sem deixar claro quanto vai para a plataforma e quanto fica com quem gerencia.

O primeiro mês

As primeiras semanas servem para aprender. É normal ajustar lances, pausar palavras que não trazem contato, reescrever anúncios e mexer na página de destino. O que não é normal é deixar a campanha rodando sozinha e olhar só no fim do mês.

Uma rotina simples ajuda:

  • olhar os termos de pesquisa toda semana e negativar o que não serve;
  • conferir se as conversões continuam sendo registradas;
  • comparar o custo por contato entre grupos de anúncios;
  • anotar o que foi mudado e quando, para entender o efeito.

Quando pedir ajuda

Dá para começar sozinho, e muita gente começa. A ajuda de quem trabalha com isso todos os dias faz diferença principalmente na estrutura da conta, na medição e na leitura dos dados. Na Agência Bulking, a gestão de Google Ads começa pela conferência das conversões antes de qualquer verba entrar, e a campanha é acompanhada semana a semana. Se a sua empresa também quer anunciar no Facebook e no Instagram, a gestão de tráfego pago junta as duas plataformas.

Atendemos empresas de todo o Brasil, com sede em Maringá (PR). Se quiser conversar sobre a sua conta, ou sobre começar do zero, é só chamar a gente no WhatsApp pelo botão da página.

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